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ANALISE CRITICA

A análise temática das 87 respostas abertas identificou sete padrões com frequência e consistência suficientes para serem tratados como achados centrais desta pesquisa:

01
"IA é ferramenta, não substituto" — framing dominante, citado quase literalmente em ~25 das 87 respostas abertas
02
Fundamentos e repertório pré-IA aparecem como o principal argumento de defesa contra a comoditização
03
A ameaça não é só percepção: há relatos concretos de queda de faturamento e desistência de carreira
04
Pressão de preço e prazo por percepção de que "a IA faz tudo sozinha"
05
Identidade autoral como campo de disputa — divide opiniões entre "meu estilo permanece" e "depende do projeto"
06
Clientes com expectativa distorcida sobre velocidade e capacidade da IA ("Deus ex machina" corporativo)
07
Visão de futuro polarizada — de otimismo cíclico ("bolha vai estourar") a resignação de mudança de carreira
A coexistência de discursos resilientes e relatos concretos de queda de faturamento indica que o fenômeno não é homogêneo — e que leituras generalizantes sobre "o criativo se adaptando bem à IA" não encontram sustentação nesta amostra.

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